
Madrugada de Sábado. Henry está acordado a olhar a rua da janela do seu quarto. A sua esposa dorme logo ali ao lado. O silêncio da noite deixa-nos ouvir o seus pensamentos. É um neurocirurgião de sucesso, tem uma mulher que adora, filhos brilhantes mas durante o dia de Sábado que agora começa muito se vai passar que ameaçará este equilíbrio.
Tendo apenas lido dois outros livros de Ian McEwan, Amsterdam e Atonement, este é, claramente, o que mais gostei e que mais me envolveu do princípio ao fim. Há já muito tempo que não lia um livro com um começo que me cativasse tanto como este Saturday.
Há quem diga que o contéudo deste livro está bem escrito mas que espremendo tudo muito bem acabamos por não ficar com nada de verdadeiramente consistente. Na minha opinião essa afirmação é um pouco injusta. É necessário, parece-me, deixarmo-nos envolver pela narrativa e passarmos a habitar em Henry, de onde podemos ver a história e o próprio personagem a crescer. Mas isto, sou só eu a falar. Se calhar não é nada disto. Mas o prazer de ler este livro já ninguém mo tira.





